quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Contador de História.

Ficava sobre a mesa. Ao lado de uma caneta e um pincel. Era papel branco e vazio. E sentia medo de ser esquecido. Queria cor, olhava palavras, esperava sentidos.
Certo dia, achou que seria útil, poderia narrar história, desenhar sol e lua, ou ainda guardar segredos. Passava a vida só, tentou conversar com um clips uma vez, mas ele não respondeu.
A caneta o tocou um dia. Perguntou se doía. O papel disse que não. Desejou por tantas vezes aquele momento. Até que se apaixonou.
As palavras ali jogadas, o transformavam em contador, aventureiro, namorado e amante. E a caneta o tocava. Tão suave era seu cheiro e tão gostoso seu sabor.
Depois de dias entrelaçados, a caneta e o papel se despediram. Ele tinha sido dela e ela havia se derramado nele. Era um amor de tardes e noites, às vezes manhãs.
No outro dia, o papel voltou a ser só, sobre a mesa. A caneta era vista de longe. E mesmo que desejada, não era mais dele. Talvez não houvesse espaço no papel, ou então era porque ela era de outro, e não podia mais ser dele.


P.s: Esse texto foi retirado de um portifólio, feito como trabalho estudantil, ainda este ano por mim.

5 comentários:

Flávia B. disse...

Amores fugazes esses entre caneta e papel... como lembrança restam apenas os traços de tinta, como beijos trocados nos momentos de paixão.

Beijos, moça ;)

Mohan Rajoriya disse...

Hii

my name is mohan from india
I am a graphic designer

i love my work and my fashion

I am looking for frndship...............
do you accept then plz reply

I like your blog
Very nice blog you have

Regards
this is my web sites:
http://prajapatipariwar.org
http://umeorhum.com
http://mohancy.blogspot.com
http://123-movie.blogspot.com
http://crazzymovie.blogspot.com
http://123-software.blogspot.com

mohancy@gmail.com
mohancy@hotmail.com

Germano Xavier disse...

E hoje já percebo diferenças na tua escrita, Jaque. E pensei que você abomina as vírgulas e as letras maiúsculas, mas vi que é só um recurso que você usa.

Você e seus continhos contões.
Um carinho.

Continuemos...

Salve Jorge disse...

Toda boa história
No começo parece simplória
Quase irrisória
Mas basta caçar na memória
E se delineia os contornos de uma preciosa vitória
Peremptória
Na conjunção
Da sua atenção
Com a glória
Da narração...

Taynar disse...

Lembrei daquela linda música, Caderno.
'Só peço a você, um favor, se puder, não me esqueça, num canto, qualquer...'

Ahh, como disse a Flávinha, os amores fulgazes...

Beijos, moça