segunda-feira, 24 de novembro de 2008

palavras. e mais palavras. outras palavras. tantas palavras.

Estavam em todos os lugares. manchadas. pintadas. escritas. podia tocá-las todo momento. em papel. ou voando com o vento. ela amava o que via. os sentidos. e significados. as histórias. e contextos. por isso se tornara escritora. porque ouvia. porque lia. porque descobria. eram histórias feitas de palavras. e traduzidas em frases. incorentes eram os loucos que não podiam ver. mas ela era incompreendida. porque só escrevia. era uma paixão. alucinação. sem coordenação. ás vezes quando ficava quieta. as histórias chegavam a ela. mesmo que em murmúrios. ou em gritantes sons. nem mesmo ela entendia. mas sabia. que era escolhida. não tinha endereço. nem parentesco. por isso se nomeava filha do mundo. das palavras. das línguas. dos mais profundos saberes. que em alguns momentos. ela não desvendava. por que tentava?
era perseguida. persuadida. entorpecida. era um vício aquele. ou sinônimo de vida. eram palavras. e mais palvras. e outras palavras. tantas palavras. e ela. só ela. ali no meio. peridida. mas gozava do saber. que só ela via. estava por todos os redores. em linhas maiores. escritas em por menores. e mais palavras.
tinha ela um dom. que poucos tiveram . o de triunfar. num mundo cego.

-Por que não vêem o que está escrito embaixo de seus olhos? está em todos os lugares. nas avenidas. e nas ruas pequenas. na penumbra da rotina. no mergulhar do dia. -gritou isso certa vez.

era doido mesmo esse mundo. que não tirava os tampões. ela tirava tudo. se despia para o novo. e o velho. o claro. e o escuro. desacreditava em tudo o que vinha dos impacientes. porque eles não viviam. tampouco cruzavam palavras.

Tudo o que ela não inventava, não era real. e ponto final.

8 comentários:

Olavo disse...

Oi..adorei seu texto..e seu blog é uma maravilha..Parabéns!!
uma otima semana para vc
beijão

Germano Xavier disse...

Talvez seja o resumo da minha vida este seu texto, Jaque.

Eu que só quero formular o informulável das coisas...

Um carinho.
Continuemos...

Letícia disse...

Todo mundo que escreve e que tem um pouco de pretensão de ser lido e compreendido (ou não) sofre desse mal descrito no seu texto, Jaque.

Beijos.

Camilla Tebet disse...

Jacque, essa chuva de palavras, essa sede por elas.. é um talento. E a vontade só faz esse talento crescer e crescer. Lindo seu texto.
Beijos

Germano Xavier disse...

Ainda o meu texto-seu-texto.

Carinho, Jaque.
Continuemos...

O Profeta disse...

Esta carícia de fresca brisa
Transporta a beleza de Oriente
Uma voz doce cede ao silêncio
Esta aurora acorda finalmente

A sombra perdeu-se na luz
Escuto o pranto e o riso na bruma
Palavras fugindo ao sentido
Lembranças perdidas na espuma


Boa semana


Mágico beijo

Éverton Vidal disse...

Gostei dessa coisa de nao usar letra maiúscula após o ponto. Já quis escrever assim, e até já faço em alguns poemas, mas nao num texto assim, nao ainda. E gostei do seu, fica parecendo rio ou algo assim.

E coo separar o conteúdo do texto da forma? A coisa toda é uma mesma coisa. Palavra e mais palavras e a minha vida desnudada num texto encontrado por acaso no seu blog.

Taynar disse...

Palavras.
Sempre as achei tão restritivas.
Olhar.
Eu prefiro esse.

Beijos, moça