sexta-feira, 6 de junho de 2008

A ausência.

Ao acordar deu por falta dele. aonde estaria. e por que havia ido embora. sentia falta de seu cheiro. e ainda parecia o tocar. resolveu abrir os olhos, tomou café e acendeu um cigarro. parou por alguns minutos pra pensar. tudo parecia tão incompleto e imperfeito. não compreendia. talvez tivesse que ser só. as noites emaranhadas naqueles braços tão dela. as palavras tão particulares. as promessas agora tão vazias.
ela se vestiu, e colocou óculos escuros para que ninguém pudesse notar sua essência. as ruas abarrotadas. as pessoas apressadas e indiferentes. e ela. o que faria agora. iria pra casa e esperaria até a eternidade por uma ligação. queria ouvir a voz dele dizendo mentiras sinceras. mas não. agora todos os cantos da casa eram formados por ela e por ele. não podia voltar. não queria lembrar. continuou andando sem rumo.
tinha que voltar. podia se mudar depois. mas não o faria. as lembranças o trariam de volta. ela voltou. ele não.
os dias passavam. ela escrevia sobre amor. o que seria amor. uma palavra com quatro letras e sem signicado. sem sentido. podia ser desejo. podia ser química. podia ser promessas. podia ser dor. podia ser sentidos. podia ser beijos. podia ser toques. podia ser olhares. podia ser planos. podia ser apenas algo inventado. e era.
ela já não esperava mais. não esquecia também. apenas deixava as noites frias tomarem o lugar do calor do sol. e tristemente se tornava amarga. queria ser diferente mas não era. um dia deixaria as lembranças num passado remoto. outra hora assistiria filmes. e num momento deixaria de acreditar. até perceber que o tempo passara. e o livro de sua vida preenchera apenas algumas linhas. não importava mais...

Um comentário:

Clarissa Marinho disse...

Me identifiquei com teu texto.Tem horas que a gente quer esquecer e não esquece.Mas uma hora esquece e a vida vira a página(que bom né que é assim? hehe)
Obg pela visita e pelos elogios!