terça-feira, 20 de janeiro de 2009

pra sempre.


queria falar de qualquer coisa. mas como não falar dele. logo agora que estavam separados. por quilômetros de distância. e fuso horário diferente. ele voltaria tão logo. foi o que disse ao partir. mas os dias resolveram andar mais devagar. até parecia que os relógios haviam parado. lembrava dele o tempo todo. o jeito como sorria pra ela. quando ela contava piada. ou mesmo o abraço forte que dava nela. ou quando a segurava nos braços. e a levantava sem muito esforço. as conversas que tinham. as noites que ele ficava acordado para esperar ela no trabalho. agora gostava até de se lembrar da cara de bravo que ele fazia pra ela. quando ela sentia ciúmes dele. tudo isso era saudade. era vontade. era desejo. era ele. e só ele. não que tivesse que ser outra coisa. afinal de contas. ela só queria que ele pegasse aquele avião e voltasse. para que fizessem tudo junto de novo. porque apesar de serem individuais. pareciam únicos. pertenciam ao mesmo cenário da vida. mesmo que gostassem de músicas diferentes. pelo menos torciam para o mesmo time. mesmo que de formas diferentes. afinal de contas. ela gritava o jogo todo. e ele torcia quieto. será que existe algum aparelho. que traga as pessoas de volta. de forma instântanea. e quando ele chegasse. teria que dividir a atenção dele. com os amigos. que ainda o tratavam. como se ela não existisse. não que ela fosse egoísta. mas tinha tanta coisa pra contar. e tinha que tocá-lo. sentí-lo. amar ele. será que as pessoas não percebiam. o quanto era doloroso essa distância. talvez ela sentisse em maior escala. por isso via as coisas diferentes. era uma necessidade. não. essa não é a palavra. o certo seria dizer. que era amor. e isso era verdade. o que ela sentia era sede. fome. dele. da voz. dos olhares. das mãos. de tudo. que fosse ele. porque ela havia feito promessas. pra ele. porque ela havia se entregado a ele. porque ela cuidava dele. mesmo que ele não se preocupasse. com a casa suja. e com as delongas dela. ela queria ele. mesmo que existissem uma infinidade de outros por aí. porque era assim. dele. por inteira. de trejeitos. de momentos. de promessas. e conversas. e não queria que fosse diferente. e podia ser desse jeito pra sempre.

4 comentários:

Docinho disse...

rs rs rs
o nome disso é saudade
amor
quando vc gosta..os segundos q se passam longe um do outro
é tortura
rs rs rs


bjinhos docinhos

Letícia disse...

Torcer para o mesmo time faz a gente ficar igual. Bem romântico e de nosso tempo. Muito bom, Jaque. E pontos voltaram. É a sua marca.

Bjs.

Germano Xavier disse...

Eu chamo isso de amor, Jaque. Se não for é ódio, porque ódio é amor em excesso.

Um texto feito de entrega.

Um carinho.
Continuemos...

Philip Rangel disse...

Muito bom conhecer seu blog pela primeira vez.....postagem merecida mesmo...

muito bom conhecer novos amigos...

voltarei..

abraços