acabo de chegar de uma sessão de cinema. assisti Sex in the city. adorava a série. o filme não chega nem aos pés. mas depois do que assisti senti necessidade de falar sobre as minahs queridas amigas. o filme todo as quatro garotas são amigas incondicionais. reservam dias. marcam hora. mas são amigas. ainda que briguem. ainda que tenham vidas opostas. ainda que tenham compromissos. são amigas. lembrei das minhas. aquelas que conheço há anos. outras que conheço a meses. e senti saudade. o tempo que não tenho para ouvi-las. as horas que me ocupo com outras coisas que não são elas. e fique analisando. talvez seja normal. mas convenhamos. não deve ser assim. amigas são aquelas que fazem você rir mesmo quando você quer derramar um oceano de lágrimas. são aquelas que deveriam acordar no meio da noite pra ouvir você dizer alguma coisa. ou ainda aquelas que te levam pra beber quando não existe mais solução. são aquelas que confiam em você. são aquelas que planejam viagens. são aquelas que dão bronca. são aquelas que você escolheu pra ser família. são aquelas que ficam feliz quando você sorri. amigas são a melhor coisa que me ocorreu. saudades.
lembranças.
sorrisos.
lágrimas.
segredos.
festas.
confiança.
cumplicidade.
fidelidade.
parceria.
bebedeiras.
amor.
irmandade.
seinceridade.
diversão.
colo.
abraço.
aventura.
amiga é tudo isso. e mais. muito mais...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
O DIA dela.
seus dedos podiam tocar o céu.era como um sonho. Mas era real. Dessa vez as coisas pareciam diferentes. Nada estava fora do lugar. As portas dos armários estavam fechadas. Não havia malas prontas pra partir. Ela tinha encontrado seu lugar. Estava tão perto por tanto tempo. Procurou por inúmeros caminhos. Encontrou tantas pessoas. Sonhou diversas vezes. Agora não precisava mais de ilusões. Ela tinha acordado aquele dia. E ao abrir os olhos decidiu fazer diferente. Cruzar os braços não a tornaria uma mulher. Fechar as janelas não faria com que seus medos ficassem do lado de fora. Apoiou seu pé no all-star roxo. Vestiu uma blusa preta. Óculos escuros. Calça batida. A aparência era do jeito que ela era. Simples. Sem apetrechos. Eram roupas que tocavam seu corpo e mais nada. Leu o jornal. Olhou as fotos na estante. Desligou a tevê. Ligou o rádio. A música fazia com que ela se sentisse melhor. E aquele dia. Era o dia dela. Conseguiu. Despertou. Enfrentou. Cresceu. E o seu sonho era realidade. Bastou que ela abrisse as portas e janelas. E parasse de fugir. Agora acreditava nela mesma. O mundo passou a enxerga-la. Já era tempo. O impulso de levantar a cabeça. Não queria provar nada a ninguém. Era ela por ela. e venceu. Derrotou o caos que o mundo instalara nela. Esbofeteou as crises que não a deixavam levantar. Cortou os cabelos para parecer mais velha. Era adulta. Mesmo que parecesse uma criança. Pensou em comprar um batom vermelho. Deixou isso pra outra hora. Era seu dia. Só seu. Estava na hora de ser repórter da vida. Entrevistar o mundo. Desvendar os mistérios. Driblar os problemas. Transformar indiferenças. e reciclar pensamentos.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
muvuca- parte I
Os dias andam frios e secos por aqui. Minhas fonte de idéias parece que também esfriou e secou. Não sei bem o que dizer. talvez não tenha nada pra dizer. mas queria poder escrever algo. qualquer coisa. verdades ou mentiras(sinceras). contar histórias fantásticas. desenhar figuras inimagináveis. inventar cores inexistentes. na verdade queria escrever uma história. mas acho que minha imaginação se limita há curtos períodos de tempo. logo a maior parte do tempo não sei o que escrever. mas enfim. ultimamente ando dormindo pouco. não tenho mais sonhos. meu corpo precisa de tempo. não digo solidão. digo vida. e mais. descobri que durante alguns dias meu desejo por vida é tão intenso que chego a ter medo da morte. tenho medo do que acontece depois. também tenho medo de ter que passar a eternidade longe das pessoas que amo. e se depois a gente não se encontrar. e se a sala de espera do céu for tão grande que ninguém se reconheça. tenho medo também de não lembrar de mais nada. apagar minha vida. esquecer meus costumes. deixar de rir de piadas engraçadas. não lembrar da primeira vez que quebrei o braço. ou da primeira vez que fui estudar fora. ou ainda, das viagens de família. ou das noites em que saia com meu pai pra procurar churros. sabe tudo isso faz tanto sentido. não me vejo em outro mundo. não me vejo diferente. nossa mas por que a falta de idéias se tranformou em um contraste vida e morte?! bom acho mais conveniente oltar a dormir, descansar a cabeça, retomar os pensamentos.
sábado, 21 de junho de 2008
A pequena mulher!
Estava lá. esperava por alguma coisa. talvez não soubesse o quê. estática e com os olhos perdidos. pensava que as coisas fossem diferentes. foi por isso que quis crescer. descobriu que não eram. o mundo era estranho. as pessoas agiam como se fossem diferentes. mas eram tão iguais. andavam do mesmo jeito. tinham fome ao mesmo tempo. e sentiam frio com a mesma intensidade. ela estava confusa. no seu mundo todos se tratavam da mesma forma. tinham os mesmo direitos. tinham as mesmas oportunidades. queria ir embora. não encontrava a porta de saída. ela ficou desesperada. teria que ficar ali. talvez pudesse mudar algumas coisas. e mudaria...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
NaDa de nAdA
NADA. é isso o que tenho pra escrever.é disso que desejo falar.
Pensei em desenvolver frases perfeitas. assuntos cotidianos. mas NADA me veio a cabeça. sofro de uma síndrome desconhecida. os sintomas são controversos. gosto da noite. mas tenho medo de escuro. gosto de falar. mas o silêncio é presente. amo incondicionalmente. mas odeio algumas coisas. gosto de olhar. mas me pego de olhos fechados. Disseram que isso era NADA. na hora não entendi. o mundo é TUDO. porque logo eu sou NADA?! bom, talvez eu tenha NADA de certezas. NADA de dinheiro. NADA de doenças. NADA de comodismo. NADA de indiferença. NADA de desamor. NADA de perfeição. NADA de preocupação. NADA de planos. pois é, tenho NADA. é díficil ser diferente. mas é bom. enquanto o mundo é do mesmo jeito. sou de outro. e isso até que me parece divertido. posso viver nas nuvens. enquanto o mundo for terra. posso ser preto e branco. enquanto todo mundo acha graça em ser colorido. posso ter NADA e ser mais feliz do que aqueles que tem TUDO. aí é que está a graça. porque dessa forma sou única. Sem cópias e sem apegos. sou o que quiser. enquanto todos são o que querem que sejam . espero que NADA vire epidemia. e as pessoas não sejam mais clichês evidentes.
Pensei em desenvolver frases perfeitas. assuntos cotidianos. mas NADA me veio a cabeça. sofro de uma síndrome desconhecida. os sintomas são controversos. gosto da noite. mas tenho medo de escuro. gosto de falar. mas o silêncio é presente. amo incondicionalmente. mas odeio algumas coisas. gosto de olhar. mas me pego de olhos fechados. Disseram que isso era NADA. na hora não entendi. o mundo é TUDO. porque logo eu sou NADA?! bom, talvez eu tenha NADA de certezas. NADA de dinheiro. NADA de doenças. NADA de comodismo. NADA de indiferença. NADA de desamor. NADA de perfeição. NADA de preocupação. NADA de planos. pois é, tenho NADA. é díficil ser diferente. mas é bom. enquanto o mundo é do mesmo jeito. sou de outro. e isso até que me parece divertido. posso viver nas nuvens. enquanto o mundo for terra. posso ser preto e branco. enquanto todo mundo acha graça em ser colorido. posso ter NADA e ser mais feliz do que aqueles que tem TUDO. aí é que está a graça. porque dessa forma sou única. Sem cópias e sem apegos. sou o que quiser. enquanto todos são o que querem que sejam . espero que NADA vire epidemia. e as pessoas não sejam mais clichês evidentes.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Baseado em fatos reais!
Ontem passei por uma situação chocante. sim, a palavra é chocante.
vivemos num mundo egocêntrico. é fato. mas a indiferença presente nesse contexto é absurda. sim, a palavra é absurda. estava eu entrando numa igreja para ir a missa. mas ali na porta me deparei com um garoto. um menino de rua. sujo. negro. e magro. acho que só em fotos africanas que relatavam a miséria tinha visto uma pessoa tão magra. as pernas dele pareciam quebrar a qualquer passo mecânico dado por ele. cheguei mais perto. e perguntei?
-Ei, você está com fome?
-Tô sim.
-Quer comer alguma coisa?
O garoto abaixou os olhos, pensou e disse:
-Quero.
Fomos até um lugar reservado para a burguesia. chegando lá, o garoto despercebido até aquele momento, se tornou o alvo de todas as atenções. as pessoas o apontavam com pavor.
-Quero uma coxinha!
-E pra tomar?
-A tia, num quero nada não.
a atendente, como se fosse superior, guardava o salgado escolhido num saquinho para viagem. aquele garoto não poderia comer ali, no meio dos escolhidos. ordenei que colocasse num prato, ele comeria ali. sentamos numa mesa. aguardamos o suco que escolhi pra ele. depois de terminar de comer, fomos até os doces e pedi que ele escolhesse um. ele escolheu uma bomba. no momento, imaginei as bombas no sentido literal. aquelas que destroem povos e sonhos. pedi duas para que ele levasse embora. fiquei na fila para pagar. uma senhora bem arrumada. traços de elite. maquiagem. e uma bolsa dessas que valem mais do que um salário mínimo.
-Você está patrocinando esse garoto?!
-Não. as pessoas passam por ele. parecem não o ver. eu o vi. e não estou oferecendo dinheiro. ofereço comida.
-Nossa mas ele precisava escolher aqui?(como se aquele lugar fosse exclusivo para quem ganha mais do que dez salários por mês).
-Eu quis o trazer aqui.
-Sinto medo desse tipinho de gente.
ela se virou. e simplesmente me ignorou. era como se eu fosse uma traidora daquele mundo exclusivo. daquele mundo oligárquico. mas eu não era. eu era a diferença desprezada pelos indiferentes.
vivemos num mundo egocêntrico. é fato. mas a indiferença presente nesse contexto é absurda. sim, a palavra é absurda. estava eu entrando numa igreja para ir a missa. mas ali na porta me deparei com um garoto. um menino de rua. sujo. negro. e magro. acho que só em fotos africanas que relatavam a miséria tinha visto uma pessoa tão magra. as pernas dele pareciam quebrar a qualquer passo mecânico dado por ele. cheguei mais perto. e perguntei?
-Ei, você está com fome?
-Tô sim.
-Quer comer alguma coisa?
O garoto abaixou os olhos, pensou e disse:
-Quero.
Fomos até um lugar reservado para a burguesia. chegando lá, o garoto despercebido até aquele momento, se tornou o alvo de todas as atenções. as pessoas o apontavam com pavor.
-Quero uma coxinha!
-E pra tomar?
-A tia, num quero nada não.
a atendente, como se fosse superior, guardava o salgado escolhido num saquinho para viagem. aquele garoto não poderia comer ali, no meio dos escolhidos. ordenei que colocasse num prato, ele comeria ali. sentamos numa mesa. aguardamos o suco que escolhi pra ele. depois de terminar de comer, fomos até os doces e pedi que ele escolhesse um. ele escolheu uma bomba. no momento, imaginei as bombas no sentido literal. aquelas que destroem povos e sonhos. pedi duas para que ele levasse embora. fiquei na fila para pagar. uma senhora bem arrumada. traços de elite. maquiagem. e uma bolsa dessas que valem mais do que um salário mínimo.
-Você está patrocinando esse garoto?!
-Não. as pessoas passam por ele. parecem não o ver. eu o vi. e não estou oferecendo dinheiro. ofereço comida.
-Nossa mas ele precisava escolher aqui?(como se aquele lugar fosse exclusivo para quem ganha mais do que dez salários por mês).
-Eu quis o trazer aqui.
-Sinto medo desse tipinho de gente.
ela se virou. e simplesmente me ignorou. era como se eu fosse uma traidora daquele mundo exclusivo. daquele mundo oligárquico. mas eu não era. eu era a diferença desprezada pelos indiferentes.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
P.S, eu te amo.
Era uma longa história a deles. pareciam estar juntos há décadas e estavam. dividiram a infância e a juventude. ela lembra quando brincavam juntos. ele lembra quando se apaixonou por ela. foi numa noite de festa. ele cantava pra ela. ela ia partir. ele não deixou. ela ficou por ele. depois foi embora. ficou ausente por alguns anos. conheceu outros caras. não amou mais ninguém. ele conheceu outras garotas. mas não amou mais ninguém. ele era quieto. ela falava demais. ele dormia cedo. ela acordava tarde. ele gostava de café. ela gostava de chá. mas era como se um completasse o outro. era a mesma história. mas não era metade de um ou de outro. as pessoas são por inteiro. por isso ela voltou. ele sorriu. senti saudades disse ele. ela o beijou como se nada tivesse acontecido. ele fazia planos. ela não. ele levou ela pra casa dele. tinham muito o que dizer. mas ele a segurou nos braços. ela não poderia mais escapar. o beijo demorou alguns minutos. ela sentiu falta dele. ele a carregou nos braços. ela deitou na cama. ele a teve por inteiro. depois esperou ela dormir. ele gostava de olhar pra ela. passou as mãos pelo corpo desnudo. a pele dela era macia. as mãos dele eram únicas. ela acordou. ele já não estava mais lá. ela viu um bilhete ao lado da cama. as palavras descreviam o que não podiam dizer.ela o amava. ele a amava. o tempo tinha passado. as coisas haviam mudado. mas a história era a mesma.
Assinar:
Postagens (Atom)